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Conhecendo a Hepatite C

A Hepatite C é uma doença causada por um vírus (RNA-vírus) chamado Vírus da Hepatite C (VHC), que leva à inflamação do fígado e cuja principal característica é a evolução para a forma crônica em 50-70% dos casos. Segundo a Organização Mundial de Saúde, cerca de 170 milhões de pessoas estão contaminadas no mundo e 3,2milhões de pessoas no Brasil.

O vírus VHC foi descoberto somente em 1989 e a partir daí foram desenvolvidos testes para identificar anticorpos específicos no sangue, uma vez que o vírus é transmitido quando o sangue contaminado penetra na corrente sanguínea de outra pessoa não portadora. Esses testes sanguíneos aumentaram a segurança de pessoas que necessitam receber transfusão de sangue ou transplante de órgãos.

A melhor forma de se previnir contra a Hepatite C é conhecendo suas formas de transmissão e evitando-as. O vírus pode ser transmitido por via parenteral através de transfusão de sangue e derivados, compartilhamento de seringas e agulhas contaminadas (principalmente entre usuário de drogas), uso de materiais contaminados (manicures, barbeiros, tatuadores, dentistas, etc...); por via sexual (sêmen e secreção vaginal) ou de mãe para filho, durante o parto de mãe contaminada (apesar de raro <5%); através de escovas de dente (secreção:saliva); por hemodiálise e dentro de instituições hospitalares (feridas).

Logo, medidas como uso de materiais desinfectados, estéries e/ou descartáveis; o uso de preservativos em relações sexuais onde um dos parceiros tenha a doença (embora baixa a transmissão sexual do vírus C) e a pesquisa obrigatória do vírus C em bancos de sangue são essenciais na prevenção da doença. Por outro lado, compartilhar o mesmo domicílio, almoçar na mesma mesa, apertos de mão e abraços não são atitudes de risco para transmissão. É válido lembrar que não existe nenhuma vacina  desenvolvida até o momento contra a Hepatite C.

Uma vez tendo contato com o VHC, o período de incubação varia de 2 semanas a 6 meses, mas na fase aguda da infecção, os sintomas costumam ser leves ou ausentes, dificultando o diagnóstico neste período. Em apenas 18-265 das vezes, os doentes ficam ictéricos (olho e pele amarelos) e a urina fica escura, semelhante a cor de Coca-Cola. Em 5-50% dos casos os sintomas são fraqueza, cansaço, anorexia, náuseas, vômitos e dor em região direita do abdome, que podem passar desapercebidos como pirose comum.

Como já frisamos, até 70% dos contaminados se tornam portadores da forma crônica da Hepatite C. A evolução para cirrose após 10 a 30 anos de infecção situa-se em torno de 20-30% e 7% desses cirróticos evoluem para o câncer primário de fígado (hepatocarcinoma) em 5 anos. O álcool pode aumentar a multiplicação do vírus C e juntos, além de agravarem a doença, aumentam o risco de câncer de fígado. Logo, pacientes portadores do vírus da Hepatite C não devem ingerir nenhum tipo de bebida alcoólica.

 Os objetivos do tratamento da Hepatite C Crônica incluem a eliminação do vírus, a melhora do quadro clínico e a tentativa de impedir a evolução para a cirrose e o câncer de fígado.